Casa de Portugal de São Paulo representa comunidade portuguesa em exposição inaugurada pelo CONSCRE

Na última sexta-feira, dia 26 de junho, a Casa de Portugal esteve presente na inauguração da exposição “Memórias que cruzam o tempo, raízes que constroem o futuro”, realizada pelo CONSCRE (Conselho Estadual Parlamentar das Comunidades de Raízes e Culturas Estrangeiras) em homenagem ao Dia do Imigrante. 

A inauguração foi coordenada pela presidente do CONSCRE, Marina Tikazawa e pelo Secretário Municipal de Relações Internacionais, Fernando Ferreira, os quais reforçaram a importância da conferência, que tinha como objetivo promover o diálogo intercultural, preservar a memória dos imigrantes, fortalecer o vínculo entre as comunidades e incentivar as ações voltadas à valorização da diversidade cultural que compõem a sociedade brasileira. 

A exposição foi idealizada pela diretoria do CONSCRE e inaugurada na semana do Imigrante. As comunidades que fazem parte do conselho prepararam um painel com informações sobre seu país de origem e sua imigração ao Brasil. Ao todo, foram elaborados painéis de 15 comunidades representadas, sendo elas:

  • Comunidade Armênia
  • Comunidade Boliviana
  • Comunidade Grega
  • Comunidade Italiana
  • Comunidade Portuguesa
  • Comunidade Russa
  • Comunidade Japonesa
  • Comunidade Judaica
  • Comunidade Paraguaia
  • Comunidade Nigeriana
  • Comunidade Peruana
  • Comunidade Sírio-libanesa
  • Comunidade Palestina
  • Comunidade da Região Dach (Alemanha, Polônia e Suíça)
  • Comunidade dos Países Baixos

Durante o evento, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, o secretário municipal de Relações Internacionais, Fernando Ferreira, abordou sobre a quantidade significativa de imigrantes na cidade de São Paulo, um fator que corrobora com a promoção de mais exposições e políticas públicas que visem amparar essas comunidades de diferentes países. O secretário acrescentou que no Brasil somente os municípios do Rio de Janeiro e de São Paulo possuem uma Secretaria Municipal de Relações Internacionais, recrudescendo a importância que o município paulista concede à integração dos imigrantes e à convivência harmoniosa entre eles e a comunidade paulistana.  

A Casa de Portugal, por sua vez, é a entidade representante da Comunidade Portuguesa no órgão, com a indicação de seus conselheiros. A elaboração do nosso painel teve com a colaboração da equipe da Cátedra Jaime Cortesão – USP. Segue texto na íntegra elaborado pelos professores da Cátedra sobre a imigração portuguesa ao Brasil:

A IMIGRAÇÃO PORTUGESA PARA O BRASIL – CINCO SÉCULOS DE HISTÓRIA

Por mais de cinco séculos, portugueses cruzaram o Atlântico rumo ao Brasil, em diferentes momentos e com diversas motivações: eram soldados, administradores, mercadores, religiosos, aventureiros, entre tantos outros. Um cronista do século 17, defendendo a presença de portugueses no Brasil, assinalou: “Mas aqui deram em ser ricos […] e hoje seus filhos vivem com muita honra” (Ambrósio Fernandes Brandão, Diálogos das Grandezas do Brasil). A imigração portuguesa para o Brasil, nesse longo período de relações, constituiu o pilar da formação histórica, cultural e demográfica do país. Diferente de outras diásporas, esse fluxo foi constante, representando cerca de 2.500.000 entradas, em diferentes momentos. Da chegada de Cabral à descoberta do ouro e das pedras preciosas, a independência, o movimento acelerou e consolidou-se. Ao longo do século XIX, no intenso movimento que trouxe europeus empobrecidos pela revolução industrial, a entrada de portugueses de 1850 a 1930, superou outras correntes, como a dos italianos e espanhóis, consolidando principalmente sua presença urbana, como empreendedores, desde o pequeno comércio à grande indústria e empresas em todos os campos de produção, que persiste e fortalecem o Brasil até os dias de hoje.

Texto: Equipe da Cátedra Jaime Cortesão – FFLCH- USP / Camões I.P

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *